O essencial
- Os índices de dificuldade são um filtro inicial, não uma decisão. A decisão vem de abrir a página de resultados e ver quem lá está.
- Verifique primeiro o formato: se todos os resultados são vídeo, ferramentas ou listagens de marketplace, uma página escrita não compete, por melhor que seja.
- Conte quantas posições orgânicas existem mesmo depois de anúncios, mapas e blocos de resposta. Às vezes são três.
- Os sinais de oportunidade são sempre os mesmos: páginas fracas, datas antigas, resultados fora de intenção e fóruns a posicionar-se em termos comerciais.
Todas as ferramentas atribuem um número de dificuldade, e todos os profissionais experientes o ignoram. Não porque o número esteja errado, mas porque responde a uma pergunta demasiado geral — quão difícil é isto em média, para qualquer um — quando a pergunta útil é se este site em concreto, com estes recursos, consegue realisticamente uma posição nesta página de resultados em concreto.
Essa pergunta responde-se a olhar. Este artigo é um método para ler uma página de resultados de forma sistemática, usando a plataforma Semalt para reunir os dados de apoio, para que a avaliação demore cinco minutos em vez de ser um palpite ou uma tarde inteira.
Porque é que um índice de dificuldade não chega
Os índices de dificuldade derivam tipicamente dos perfis de ligações das páginas posicionadas. Isso capta uma dimensão da concorrência e falha várias que na prática pesam mais.
| O que o índice não vê | Porque decide o resultado |
|---|---|
| Formato dos resultados | Se a página é dominada por vídeo ou ferramentas, texto não compete |
| Posições disponíveis | Anúncios, mapas e blocos de resposta podem deixar três lugares úteis |
| Correspondência de intenção | Uma página forte na intenção errada perde para uma fraca na intenção certa |
| Expectativa de frescura | Há pesquisas onde só se posiciona conteúdo recente, com ou sem autoridade |
| Quem são os intervenientes | Dois marketplaces e um jornal nacional é outra luta face a quatro empresas pequenas |
Um termo pode ter dificuldade baixa e ser inganhável porque todos os resultados são listagens de marketplace. Um termo pode ter dificuldade alta e ser muito ganhável porque os ocupantes são páginas antigas e fracas que ninguém atualiza há quatro anos.
Parâmetros de trabalho da avaliação descrita a seguir.
A avaliação de cinco minutos
- Olhe para a forma da página
Antes de ler qualquer resultado, repare no que ocupa o espaço: anúncios, bloco de mapa, caixa de resposta, carrosséis de vídeo, unidades de compras. Conte quantos resultados orgânicos clássicos sobram acima da dobra. Esse número é o seu teto realista — não é a "primeira posição".
- Identifique o formato dominante
As páginas posicionadas são guias, páginas de produto, comparações, ferramentas, vídeos, tópicos de fórum? O formato que domina é aquele que o motor decidiu que satisfaz esta pesquisa. Produzir outro é apostar contra essa evidência — e costuma perder-se.
Analisamos isto em detalhe em Da lista de palavras-chave ao mapa de tópicos.
- Classifique os intervenientes
Marketplaces, media nacional e agregadores significam dificuldade estrutural, independentemente da sua qualidade. Concorrentes pequenos, fóruns e páginas desatualizadas significam oportunidade. Dois ou três pesos-pesados mais cinco sites normais significa que compete pelas posições quatro a oito — o que muitas vezes chega.
- Abra os três primeiros
Leia-os mesmo. Quão completos são? Quando foram publicados? Respondem diretamente à pergunta ou andam à volta dela? É aqui que se descobre a maior parte das oportunidades, e não se faz a partir de uma tabela de métricas.
- Decida e escreva porquê
Uma linha: avançar, avançar mais tarde, ou saltar — com a razão. A razão importa porque daqui a seis meses alguém vai sugerir o mesmo termo e a nota evita repetir a análise.
O sinal que mais revela oportunidade. Um tópico de fórum ou uma página de perguntas e respostas nos cinco primeiros lugares de uma pesquisa comercial. Significa que o motor não encontrou uma boa página comercial para servir — e uma página genuinamente útil com essa intenção costuma subir depressa. Procure isto de propósito: passa despercebido porque os resultados de fórum parecem pouco impressionantes.
Há um guia completo sobre o tema em A sua própria página de resultados.
Ler quem já lá está
Quando já está a olhar para as páginas em vez das métricas, quatro observações fazem quase todo o trabalho.
Sinais de que a posição está disponível
- Resultados de topo publicados há anos e nunca atualizados
- Páginas fracas que respondem em duas frases
- Resultados que falham parcialmente a intenção
- Fóruns, agregadores ou listas genéricas em posições comerciais
- Nenhum resultado cobre uma sub-pergunta óbvia que toda a gente faz
Sinais para desistir
- Todos os resultados são marketplaces ou grandes plataformas
- O formato é um que não consegue produzir — ferramenta, base de dados, vídeo
- Todos os resultados são completos, recentes e especializados
- A pesquisa é respondida por inteiro acima dos resultados
- Pesquisas de marca — da marca de outra pessoa
O último ponto da direita merece uma frase, porque aparece constantemente em propostas. Posicionar-se no nome de marca de um concorrente é ocasionalmente possível com conteúdo comparativo, mas o tráfego converte mal e o esforço rende mais em quase qualquer outro sítio. Fica bem num documento de estratégia e raramente paga.
Contar as posições que existem mesmo
O reporte habitual assume dez resultados orgânicos. Muitas pesquisas comerciais já não têm dez acima de qualquer profundidade razoável de scroll — anúncios, um bloco de mapa, um painel de resposta e uma secção de perguntas relacionadas podem empurrar o primeiro resultado clássico para bem baixo.
Isto importa mais para as previsões do que para a estratégia. Se modelar tráfego assumindo que a terceira posição rende uma quota de cliques típica, e a terceira posição nesta pesquisa está por baixo de três anúncios e um bloco de mapa, a sua previsão vai falhar por muito — e o cliente vai lembrar-se do número.
O ajuste prático é registar que elementos aparecem em cada termo acompanhado e descontar a quota de cliques esperada nos termos com blocos pesados. É um refinamento pequeno que evita a falha específica de acertar na posição e falhar a estimativa de tráfego — o resultado mais desconfortável de explicar, porque tecnicamente correu tudo bem.
Transformar avaliações pontuais em monitorização
Uma página de resultados não é um objeto fixo. A avaliação que faz hoje descreve hoje — e as páginas que mais interessam ao seu negócio são precisamente as que mais mudam, porque têm valor comercial suficiente para as plataformas construírem elementos à volta delas.
Ver também: Páginas geradas em escala sem produzir lixo.
É aqui que registar elementos ao lado das posições se paga. Quando um termo acompanhado ganha uma unidade de compras ou um painel de resposta, a posição pode não mexer nada enquanto o tráfego se reduz a metade em silêncio. Sem esse registo, isso aparece meses depois como uma queda inexplicada, e a investigação começa pela hipótese errada — normalmente "perdemos posições", coisa que os dados dizem que não.
Vale a pena vigiar três padrões em concreto. Um novo bloco de resposta num termo informativo significa geralmente que a pesquisa perdeu a maior parte do seu valor de clique de forma permanente, e a resposta sensata é mudar o esforço em vez de otimizar com mais força. Uma nova unidade de compras ou de listagens num termo comercial significa que a plataforma o está a monetizar e que o teto orgânico desceu — bom saber antes de definir as metas do trimestre. E uma mudança de formato dominante, em que os guias escritos dão lugar a vídeos ou ferramentas, significa que o seu tipo de página deixou de corresponder à pesquisa, o que é uma decisão de conteúdo e não de otimização.
Defina a revisão trimestralmente para o conjunto comercial. Demora menos de uma hora, apanha as mudanças que invalidam um plano em silêncio, e é a diferença entre reportar "a pesquisa mudou de forma em março" e reportar "não sabemos bem o que aconteceu".
Construir uma carteira em vez de escolher vencedores
Avaliar bem termos individuais leva naturalmente à pergunta mais útil: que mistura deve ter o plano?
Uma carteira que funciona tem três níveis. Vitórias rápidas onde já está entre a oitava e a vigésima posição e os ocupantes são batíveis, que produzem movimento visível em semanas e compram paciência. Termos comerciais centrais onde compete por mérito com sites comparáveis, que é onde está o valor real e onde os resultados demoram meses. E um pequeno número de termos ambiciosos que provavelmente não ganha este ano, mas que dão direção a conteúdo que se acumula.
As proporções contam. Só vitórias rápidas produz um gráfico que sobe e receita que não. Só termos ambiciosos produz seis meses sem nada para mostrar e um contrato cancelado. Cerca de metade centrais, um terço vitórias rápidas e o resto ambiciosos é uma mistura que sobrevive a uma revisão de orçamento.
Reavalie após qualquer mudança grande de formato. Uma página de resultados que ganha um bloco de resposta ou uma nova unidade de compras é uma oportunidade diferente daquela que avaliou há seis meses, às vezes drasticamente. Quando as posições acompanhadas se mantêm mas os cliques caem, foi normalmente isso que aconteceu — e a resposta certa é repetir a avaliação, não trabalhar mais na página.
A página de resultados em português
Duas observações específicas de quem trabalha em português, ambas com efeito na avaliação.
Primeira: as páginas de resultados são aqui frequentemente menos saturadas. A mesma pesquisa comercial que enfrentaria dez concorrentes completos em inglês enfrenta muitas vezes três ou quatro em português, com o resto da primeira página preenchido por agregadores, páginas fracas ou traduções parciais. Isso torna o passo "ler os três primeiros" mais valioso, não menos — a oportunidade é genuinamente visível com mais frequência.
Segunda: os resultados mistos são comuns. Pesquisas em português devolvem por vezes páginas em inglês, sobretudo em áreas técnicas e B2B, e isso diz algo útil: ninguém escreveu a resposta em português como deve ser. É um dos sinais de oportunidade mais claros deste mercado — e é invisível para qualquer índice de dificuldade.
Transformar isto em hábito
A avaliação acima demora cinco minutos por termo assim que se sabe o que olhar. Para um plano de vinte termos-alvo, são menos de duas horas — e são as duas horas que determinam se os próximos seis meses de trabalho de conteúdo acertam ou ressaltam.
Se as saltar, a alternativa é escolher alvos por volume e índice de dificuldade, que é como se acaba com páginas bem escritas a competir contra carrosséis de vídeo e listagens de marketplace.
Se tem uma lista de alvos que nunca foi confrontada com as páginas de resultados reais, é esse o exercício desta semana. Abra o painel, veja que elementos aparecem nos seus termos acompanhados e comece a avaliação pelos que têm os blocos mais pesados — é aí que as previsões falham primeiro.
Perguntas frequentes
Posso confiar nos índices de dificuldade?
Como primeiro filtro, sim. Como decisão, não. A dificuldade deriva normalmente dos perfis de ligações das páginas posicionadas, o que ignora formato, posições disponíveis, correspondência de intenção e quem são os intervenientes. Um valor baixo pode ser inganhável se todos os resultados forem marketplaces, e um valor alto pode ser muito ganhável se os ocupantes forem páginas antigas e fracas.
E se os primeiros resultados forem todos vídeos?
Então o motor decidiu que vídeo satisfaz esta pesquisa, e uma página escrita vai penar por melhor que seja. Ou produz o formato que se posiciona, ou escolhe outro termo. Ocasionalmente há uma sub-intenção escrita por perto que vale a pena servir — mas competir de frente contra um formato que não produz é a forma mais comum de desperdiçar esforço.
Como sei que tráfego traz uma posição?
Parta de uma estimativa de quota de cliques para a faixa de posições e reduza-a conforme o que está acima dos resultados clássicos nessa pesquisa concreta. Anúncios, bloco de mapa e painel de resposta podem deixar muito pouco visível acima da dobra. Registar que elementos aparecem em cada termo acompanhado é o que evita o desfecho incómodo de acertar na posição e falhar a previsão de tráfego.
Vale a pena trabalhar o nome de marca de um concorrente?
Raramente. É por vezes possível com conteúdo comparativo, mas o tráfego converte mal, as páginas são difíceis de escrever com honestidade, e o mesmo esforço nos seus próprios termos comerciais rende mais. Fica ambicioso num documento de estratégia e desilude na prática.
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